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O Sport Club Internacional participou, na tarde de quinta-feira (23), do 1º Fórum de Futebol e Ciência pelo Clima. O evento foi realizado no Centro Cultural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, como parte da programação da 1ª Semana de Ação Climática de Porto Alegre (POA Climate Action Week).
A iniciativa reuniu representantes de clubes, instituições e especialistas para debater o papel do futebol na construção de soluções para os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Representando o Clube do Povo, a bióloga Daisy Bessa participou do painel "Pausa para Hidratação", mediado pela jornalista Alice Bastos Neves, ao lado de Ricardo Calçado, diretor de Sustentabilidade e Relações Internacionais do Fluminense, e Jeferson Thomas, executivo de Governança do Grêmio.
Durante o debate, Daisy destacou que os impactos das mudanças climáticas já fazem parte da rotina dos clubes e citou a enchente de 2024 como um marco para o Internacional. Segundo ela, o episódio reforçou a necessidade de incorporar a gestão de riscos climáticos ao planejamento da infraestrutura e das operações do futebol.
A bióloga colorada também apresentou as principais iniciativas de sustentabilidade desenvolvidas pelo Clube. Entre elas estão a certificação LEED Silver do Estádio Beira-Rio, a gestão estruturada de resíduos em parceria com a cooperativa ASCAT, o uso de energia proveniente de fontes renováveis desde 2019, os sistemas de captação e reuso de água da chuva, os mictórios secos para redução do consumo de água, os bicicletários que incentivam a mobilidade sustentável e a iluminação em LED para maior eficiência energética.
Outro destaque foi a neutralização das emissões de gases de efeito estufa dos jogos do Campeonato Gaúcho de 2025, além do monitoramento contínuo das emissões relacionadas ao consumo de energia, ações que reforçam o compromisso do Internacional com uma gestão ambiental responsável.
Na segunda parte do painel, dedicada aos próximos passos para o enfrentamento da crise climática, Daisy explicou que o clube já considera eventos extremos, como ondas de calor, no planejamento operacional. O acompanhamento das previsões meteorológicas permite que diferentes áreas atuem de forma integrada para avaliar riscos e adotar medidas como reforço na hidratação de atletas e colaboradores, monitoramento das condições dos gramados, adequações logísticas e atenção ao bem-estar de todos os envolvidos nas atividades.
Para a bióloga, o principal desafio dos clubes é avançar de uma lógica de resposta para uma estratégia permanente de prevenção e adaptação. "As mudanças climáticas estão tornando os eventos extremos cada vez mais frequentes. Por isso, é fundamental incorporar o risco climático ao planejamento cotidiano, tornando os clubes mais resilientes, eficientes e preparados para os desafios do futuro", destacou.
A participação do Internacional no Fórum reforça o compromisso do Clube com a sustentabilidade e evidencia o potencial transformador do futebol na promoção de práticas que contribuam para a preservação do meio ambiente e para a construção de uma sociedade mais consciente.