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O Conselho Deliberativo do Sport Club Internacional esteve reunido nesta segunda-feira (28/09) para a realização de Sessão de caráter tanto Ordinário quanto Extraordinário. No Salão Nobre do Beira-Rio, os conselheiros e conselheiras presentes debateram o momento atravessado pelo Departamento de Futebol do Clube do Povo e as economias alvirrubras, além de reprovarem proposta de adiantamento do calendário eleitoral de 2026 em votação encerrada com 107 votos contra 74, além de quatro abstenções. A programação da noite ainda contou com exposição, por parte da gestão, da situação administrativa e financeira do Colorado, acompanhada da apresentação último balancete contábil, referente ao primeiro semestre do ano.
Após a segunda secretária da casa, Bianka Denise Silveira, proceder com a leitura do Edital de Convocação, a reunião desta segunda-feira teve início com breve manifestação do presidente do Conselho Deliberativo, Gustavo Juchem, que justificou que a Sessão Ordinária, originalmente prevista para o começo do mês, acabou adiada depois da apresentação de diversos requerimentos por parte de conselheiros e conselheiras e devido a limitações físicas e de agenda. Na sequência, o conselheiro constatou que diferentes tópicos da pauta extraordinária coincidiam em seus temas, defendendo, assim, que os assuntos semelhantes fossem tratados de forma simultânea. Por fim, solicitou que os debates da noite não acabassem contaminados pelo processo eleitoral, argumentando em defesa de uma atuação serena e racional que levasse em conta o momento que atravessa o Internacional dentro de campo.
Tão logo concluída a explanação do presidente do Conselho Deliberativo, o conselheiro Emílio Papaleo Zin pediu a palavra por meio de questão de ordem e solicitou aos pré-candidatos para o Conselho de Gestão a construção de uma trégua eleitoral entre dias 5 de outubro, data-limite para a inscrição das chapas, e 11, quando será disputado o Gre-Nal 455. Também através de questão de ordem se manifestou o conselheiro Arlei Dias dos Santos, defendendo que a participação antecessora à sua não deveria ser reconhecida por não estar adequada aos parâmetros do Regimento Interno.
Atendendo a pedido feito pelo presidente do Clube, Alessandro Barcellos, o rito da Sessão Extraordinária foi brevemente modificado, organizando a pauta em dois grandes blocos - um deles voltado ao Departamento de Futebol e outro às finanças. A solicitação foi aceita por todos os conselheiros e conselheiras que haviam apresentado requerimentos. Eram eles:
Acatada a proposição, quem assumiu a palavra foi o vice-presidente do Conselho de Gestão Victor Grunberg, que compartilhou um resumo do segundo semestre colorado, elencando os passos que levaram à troca na comissão técnica e demonstrando otimismo no trabalho de Eduardo Baptista, profissional recém-chegado ao Internacional. O dirigente ainda destacou a evolução nos parâmetros do Departamento Médico, celebrando que contar com uma maior quantidade de jogadores à disposição pode ser um elemento decisivo nesta reta final de Campeonato Brasileiro, e convocou todos os conselheiros e conselheiras a estarem unidos em prol do Clube nos jogos que estão por vir.
Leonardo Aquino Bublitz de Camargo, Raphael Pereira de Abreu e Lino Roque Camargo Kieling foram os conselheiros inscritos para se manifestar a respeito da apresentação de Victor Grunberg. Os três defenderam um Conselho Deliberativo atuante para realizar as cobranças necessárias, mas concordaram que o Clube enfrenta um cenário que exige a união de todos os entes em nome da recuperação colorada na tabela do Brasileirão.
Avançando para o debate econômico, o vice-presidente de Finanças do Internacional, Leandro Bergmann, respondeu aos principais questionamentos feitos à pasta, explicando, primeiro, que os salários e direitos de imagem do grupo de jogadores estão em dia, condição viabilizada graças ao aporte do conselheiro Delcir Sonda. Acerca dos Transferbans, o dirigente elencou quais sanções já foram aplicadas ao Clube e detalhou os movimentos que a gestão empreendeu e segue empreendendo para quitar valores em aberto e reestruturar parte dos passivos. A apresentação foi sucedida por manifestação do conselheiro Claudiomir Zanini.
Introduzindo as deliberações acerca da antecipação do calendário eleitoral (requerimento apresentado pela conselheira Luciana Paulo Gomes e subscrito pelo conselheiro Roberto Lúcio Oliveira de Melo e outros 28 conselheiros), Gustavo Juchem estabeleceu os parâmetros que norteariam o debate, elucidando que, após consulta ao Estatuto do Clube e às Comissões Permanentes Eleitoral e de Assuntos Legislativos, Estatutários e Regimentais (CPALER), nenhuma mudança na programação seria votada sem respeitar os prazos legais que determinam o mês de novembro como data do primeiro turno e a primeira quinzena de dezembro para a Assembleia Geral dos sócios e sócias.
Feitos os apontamentos, os conselheiros Roberto Lúcio Oliveira de Melo e Mauri Luiz da Silva se posicionaram favoravelmente à antecipação, sugerindo o dia cinco de dezembro como data para a Assembleia Geral. Vice-presidente da CPALER, Paulo Rogerio Silva dos Santos questionou a validade do parecer emitido pela Comissão, argumentando que a elaboração desse não teria respeitado o princípio da colegialidade. O apontamento foi respondido pelo presidente da Comissão, Ricardo Ferreira Breier.
André Luis Martins Miola e Alexandre Chaves Barcellos continuaram a lista de inscritos para tratar do assunto e foram sucedidos pelo presidente da Comissão Permanente Eleitoral, Ubaldo Alexandre Licks Flores, que explicou o porquê de o dia 12 de dezembro ser inicialmente definido como data da Assembleia Geral. Segundo o conselheiro, a escolha respeitou critérios técnicos e de segurança.
O conselheiro Guilherme Dalla Rosa Osorio compartilhou posição contrária ao adiantamento. Depois dele, Raphael Pereira de Abreu pediu questão de ordem para questionar diretamente a Ubaldo Alexandre Licks Flores se a antecipação seria viável. O presidente da Comissão Permanente Eleitoral disse entender que esta seria uma decisão "temerária". Por fim, Claudiomir Zanini concluiu a lista de inscritos com uma defesa à mudança de data. Imediatamente, a mesa diretora do Conselho Deliberativo declarou aberta a votação acerca do tema, encerrada com 107 votos pela manutenção da Assembleia Geral no dia 12 de dezembro, 74 votos favoráveis ao adiantamento para cinco de dezembro e quatro abstenções. Confira o resultado nominal:
Proclamado o resultado da votação, Gustavo Juchem avançou para a pauta da Sessão Ordinária, iniciada com a aprovação unânime das Atas das duas últimas Sessões Ordinárias do Conselho Deliberativo. Na sequência, o Diretor Executivo de Finanças do Internacional, Aldoir Pinzkoski Filho, realizou objetiva exposição sobre a situação administrativa e financeira do Clube, acompanhada do último balancete contábil.
Em sua fala, Aldoir apresentou o resultado atingido pelo Clube no primeiro semestre de 2026, encerrado com um déficit de 160 milhões de reais, valor superior aos 109,3 milhões originalmente orçados. O desvio foi justificado pela redução na receita bruta, consequência, especialmente, da falta de um patrocinador máster e das vendas não realizadas de atletas, o que ocorre em um contexto de redução drástica nas transações de jogadores efetuadas dentro do país. Ao mesmo tempo, o Diretor Executivo de Finanças destacou que os custos e despesas seguiram em linha com o previsto, além de sublinhar a redução do endividamento colorado na casa dos 20 milhões de reais.
Após a exposição, Fernando Miranda, Ronald Onofrio Spieker, Luciana Paulo Gomes e Walter Fontanive Jr encaminharam questionamentos que foram prontamente respondidos por Aldoir Pinzkoski Filho e Victor Grunberg. Finalizando a Sessão Ordinária, o tópico de Assuntos Gerais contou com manifestações de Pedro Luiz Rodrigues Bossle, que argumentou pelo fortalecimento das categorias de base e em nome da qualificação do debate sobre futebol no Conselho Deliberativo, e Fábio André Pereira, o qual perguntou por atualizações acerca do projeto do CT de Guaíba. Uma vez mais, Victor Grunberg sanou as dúvidas.