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Reunido na noite desta segunda-feira (11/05) para a segunda Sessão Ordinária de 2026, o Conselho Deliberativo do Internacional aprovou sem ressalvas o Balanço Geral do exercício de 2025. Ao todo, 247 conselheiros e conselheiras participaram da votação a respeito das contas coloradas no último ano. Desses, 111 votaram pela aprovação, 72 pela aprovação com ressalvas e 64 pela rejeição dos números.
Entre os destaques do resultado financeiro, estão a receita bruta total de 776 milhões de reais (crescimento de 25% em relação a 2024), o superávit de nove milhões de reais, a geração de caixa superior em 50 milhões de reais quando comparada ao ano passado e a redução do endividamento nominal do Clube. Além disso, outro ponto positivo foi a capacidade de enfrentar os juros sem aumentar o endividamento.
Após o presidente do Conselho Deliberativo, Gustavo Juchem, proceder com a abertura da reunião, coube à segunda secretária da casa, Bianka Denise Silveira, realizar a leitura do Edital de Convocação da Sessão Ordinária. Concluído o rito, o plenário aprovou, por unanimidade, a ata do último encontro, ocorrido no dia 2 de março. A palavra, então, foi cedida a Aldoir Pinzkoski Filho, diretor executivo de Finanças do Clube, que compartilhou um breve panorama acerca das economias coloradas e contextualizou o cenário enfrentado pelas principais instituições do futebol nacional.
"Não estamos diante de um cenário confortável, mas o Clube segue atuando na reorganização financeira e na busca de alternativas estruturais para o seu futuro. Os números demonstram uma evolução importante, com melhora operacional, redução nominal do endividamento, algo que não era visto historicamente, retomada de resultado positivo e aumento das receitas." - Aldoir Pinzkoski Filho
Na sequência, o diretor executivo de Finanças detalhou as principais rubricas do Balanço Geral do exercício de 2025 e comentou os pareceres emitidos por auditores independentes, que indicaram que as informações disponibilizadas pelo Clube estão adequadas nos aspectos patrimoniais e financeiros, e pelo Conselho Fiscal, os quais apresentaram questionamentos a respeito do processo de recompra de parte dos direitos de transmissão comercializados pelo Inter com a Liga Futebol Forte União (FFU), em 2023. Sobre o tema, Aldoir compartilhou o posicionamento da FFU, construído por meio de contínuo contato estabelecido junto ao Conselho Federal de Contabilidade, e explicou os porquês do tratamento distinto entre o que foi readquirido e o percentual originalmente comercializado.
"Esse tema foi conduzido pela Futebol Forte União junto ao Conselho Federal de Contabilidade, e eu trago a apresentação do profissional contratado para manifestar a opinião dele acerca do tema. Trata-se de um professor e doutor, Eduardo Flores, dono de currículo de excelência. Nas palavras dele: 'a recompra caracteriza aquisição de ativo intangível, não sendo compatível seu reconhecimento imediato como despesa. Adquirir um ativo com capacidade de geração de receitas futuras não pode ser interpretado contabilmente como perda imediata.' Além disso, toda a operação foi reconhecida pela contraparte, o investidor." - Aldoir Pinzkoski Filho
Concluída a apresentação, o presidente do Conselho Fiscal, Lorival Cardoso Magnus, realizou a leitura do último parágrafo do parecer emitido pelo órgão, que sugeriu a aprovação do Balanço do Exercício com ressalvas, citando a questão de recompra dos direitos da FFU. Lorival ainda agradeceu seus colegas de Conselho Fiscal pelo trabalho realizado ao longo das últimas semanas. São eles: Paulo Roberto Carvalho dos Santos, Rodrigo Sirangelo, Eduardo Toniolo Tisatto, Mathaus Tronquini Netto, Otávio Krey Beylouni, Lino Roque Camargo Kieling e Antônio José Perin Bastos.
Ao todo, 12 conselheiros e conselheiras se inscreveram para encaminhar manifestações a respeito do Balanço Geral do exercício de 2025. Desses, sete abriram voto: Cauê Vieira, Emílio Papaléo Zin, Maria Lucia de Azambuja Barbara e Roberto Teixeira Siegmann defenderam a aprovação do resultado, Charlon Fantinel disse seguir o parecer do Conselho Fiscal pela aprovação com ressalvas e Lino Kieling e Marcelo Silva Ragagnin argumentaram pela reprovação da pauta.
Já Nelson Berny Pires, que também atua como vice-presidente de Marketing, celebrou os números atingidos pela área no ano passado e projetou um 2026 de contínuo crescimento nas receitas comerciais coloradas, enquanto Erick da Silva Lauterbach Campão, Wellington Silva e Francisco Barcelos advogaram pela qualificação do debate voltado à sustentabilidade do Clube. De sua parte, Thiago Farias Neibert compartilhou dúvidas pontuais acerca de encaminhamentos feitos à Mesa Diretora, punições impostas pela CONMEBOL ao Inter e possíveis custos envolvidos na implementação da Comissão Especial do Conselho Deliberativo e o Comitê de Assessoramento Técnico do Conselho de Gestão, ambos criados visando à realização de estudo amplo e aprofundado sobre o mercado do futebol e a situação alvirrubra.
Giovane Zanardo, CEO do Clube, sucedeu os conselheiros inscritos e respondeu os questionamentos que lhe foram encaminhados. Na sequência, o presidente Alessandro Barcellos reforçou as dificuldades enfrentadas pelo Inter em um cenário de crescente competitividade e endividamento, tal como ocorre no futebol brasileiro, e deixou claro que, embora apresente notícias positivas e esforços que devem ser valorizados, o Balanço de 2025 não reduz a importância de medidas voltadas a ampliar receitas e reduzir custos. Por fim, o mandatário colorado defendeu o voto pela aprovação sem ressalvas.
Realizada pelo aplicativo do Conselho Deliberativo, a votação nominal registrou 247 votos, que podem ser individualmente conhecidos clicando no botão abaixo. Após a aprovação das contas, Gustavo Juchem deu continuidade à Ordem do Dia e nomeou os novos integrantes das Comissões Permanentes do Clube, que foram empossados pelo vice-presidente do Legislativo colorado, Keller Dorneles Clós. Confira os conselheiros e conselheiras que passam a integrar comissões:
A Sessão Ordinária avançou para os Assuntos Gerais. Nesse momento, os conselheiros Marcelo Sonemann Gonçalves da Silva, Joselito Prestes e Marino Quadros da Rosa subiram ao púlpito com questionamentos a respeito do impacto que o movimento empreendido pelo ídolo Tinga, para melhorias no CT Parque Gigante, pode causar na estrutura destinada aos sócios e às sócias do espaço. As dúvidas foram sanadas pelo presidente Alessandro Barcellos, que também atendeu a manifestações de Ícaro Machado, sobre o regime de apresentação das finanças do Clube, as tratativas conduzidas em busca de um novo patrocinador máster e o potencial de investimento do Departamento de Futebol; e Roberson Machado Soares, que perguntou quanto ao impacto que a implementação da tecnologia de biometria facial causou no público presente em jogos disputados no Beira-Rio. As atividades realizadas pelas comissões permanentes foram um outro tema abordado pelo conselheiro e respondido por Gustavo Juchem e Keller Dorneles Clós.
Concluindo os Assuntos Gerais, o conselheiro Raphael Pereira de Abreu justificou seu voto pela rejeição das contas e compartilhou apontamentos para diferentes áreas do Clube. A fala foi respondida, por meio de questão de ordem, pelo conselheiro Cauê Vieira. Por fim, a conselheira Carla Maria Zitto compartilhou, sob aplausos do plenário, a programação de eventos comemorativos aos 50 anos da FECI, que serão celebrados em 2026.