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    História do Clube

    1909

    A origem do Sport Club Internacional está associada à integração entre povos de diferentes nacionalidades. Ao contrário dos outros times da capital gaúcha naquela época, voltados sobretudo a descendentes de alemães, o Inter nascia receptivo a variadas etnias. Três irmãos foram os responsáveis diretos pela fundação do Clube: Henrique Poppe Leão, José Eduardo Poppe e Luiz Madeira Poppe. Eles chegaram em Porto Alegre por volta de 1908, época em que a prática do futebol efervescia pelo Brasil.

    A região da Ilhota, antigo bairro humilde e de forte influência cultural, foi berço do futebol colorado. O campo da Rua Arlindo, atual Praça Sport Club Internacional, abrigou os primeiros treinos da equipe colorada. Posteriormente, o local sediaria partidas da Liga da Canela Preta e revelaria um dos maiores craques do futebol brasileiro, o lendário Tesourinha. Em função das constantes enchentes que assolavam o bairro, o Clube se viu obrigado o trocar de sede, migrando, em 1910, para o Campo da Várzea, atual Parque da Redenção.

    A estadia no Bonfim, junto a alunos do Colégio Militar, não durou muito e, em 1912, o Inter alugou a Chácara dos Eucaliptos. Era uma alameda com frente para a Rua da Azenha, no início da José de Alencar, o primeiro local de jogos exclusivo do Inter. Ali foi iniciada a primeira senda de vitórias do Clube do Povo, que venceu o Campeonato Citadino, em sequência, de 1913 e 1917.

    1920

    A segunda década de vida colorada marcou um divisor de águas na história do Clube. Após o crescimento dos primeiros anos, o Inter começava a passar por grandes dificuldades. Dentro de campo, poucos títulos. Fora dele, o cenário não ajudava. Além dos apuros financeiros, o Colorado quase ficou sem casa e existia a possibilidade de fechamento do Clube. Era necessário tomar decisões que mudariam os rumos alvirrubros.

    Aguerrido desde sempre, o Inter deu a volta por cima e se fortaleceu. Venceu o seu primeiro título estadual, em 1927, encaminhou a construção da sua primeira casa própria – o Estádio dos Eucaliptos – e se tornou ainda mais popular, abrindo de vez suas portas para atletas de outras ligas, como a da Canela Preta.

    1930

    Começava uma nova era no Internacional: a do Estádio dos Eucaliptos. Inaugurado em 1931, no bairro Menino Deus, seria palco de muitas glórias e da ascensão colorada a maior clube do sul do Brasil. A inauguração foi emblemática: vitória por 3 a 0 sobre o maior rival. Cada vez mais Clube do Povo, o Inter passou a se identificar ainda mais com as classes humildes da sociedade gaúcha, não somente nas arquibancadas como em campo.

    Época de craques como Sylvio Pirillo, cria da Ilhota, e Tupan, oriundo da Liga da Canela Preta. O Colorado começava a formar o lendário Rolo Compressor. Em 1938, um ano após o início da profissionalização da modalidade no estado, o Colorado aplicou um retumbante 11 a 0 no Grêmio, resultado que seria reduzido para 6 a 0, pois seria “demais para um Gre-Nal”, segundo o árbitro Álvaro Silveira. O Rolo Compressor começava a ser formado e a hegemonia do futebol gaúcho estava no horizonte.

    1940

    Primeira década dourada do Internacional, os anos 1940 foram um marco para a essência do coloradismo. Época de ídolos eternos como Tesourinha e Carlitos, de supremacia no Gre-Nal, de Eucaliptos lotado, de torcedores folclóricos como Vicente Rao e Charuto. Ou, simplesmente, época de Rolo Compressor! A supremacia foi total no futebol gaúcho, nada menos que oito títulos estaduais em 10 anos. Pela primeira vez um time seria hexacampeão do Rio Grande do Sul. 

    Não foi por acaso: o time era um verdadeiro rolo de comprimir adversários. A equipe colorada teve algumas modificações durante os quase 10 anos de hegemonia, mas a formação mais famosa foi a do Rolo Compressor de 1942, com o goleiro Ivo Winck, os dois zagueiros Alfeu e Nena, os três médios Assis, Ávila e Abigail e o ataque de Tesourinha, Russinho, Vilalba, Rui e Carlitos, este último é, até hoje, simplesmente o maior goleador da história colorada – 485  gols, 42 deles em 62 Gre-Nais, em uma carreira dedicada, do começo ao fim, ao Inter.

    1950

    A senda de vitórias prosseguiu na década de 1950. Contando com craques como Bodinho, Larry, Salvador, Chinesinho, Milton Vergara, Oreco, Florindo e muitos outros, os herdeiros do Rolo Compressor encantaram. O time treinado por Teté, o Marechal das Vitórias, ficou carinhosamente conhecido como ‘Rolinho’. Além dos cinco títulos gaúchos, a equipe fez história ao representar a Seleção Brasileira no título panamericano de 1956, o primeiro título do país em solo estrangeiro. Dois anos antes, uma goleada histórica por 6 a 2 marcou a inauguração do estádio Olímpico, então nova gremista, com direito a quatro gols de Larry (foto ao lado).

    Desde a década anterior, o Clube do Povo vivia seu estopim de crescimento. Tal como ocorrera na construção do próprio Eucaliptos, e depois na inauguração do Beira-Rio, a torcida colorada angariava recursos e buscava material para a construção das arquibancadas de concreto do Estádio dos Eucaliptos. Com a renovação da estrutura, o estádio acabou sediando dois jogos da Copa do Mundo de 1950, sendo o primeiro estádio gaúcho a receber um jogo de Mundial.

    1960

    Após quase duas décadas de domínio regional, era hora de alçar vôos mais altos. Um título nacional parecia longe para um clube distante do grande eixo. Seria necessário mais do que um time qualificado, mas uma estrutura à altura. Assim, o projeto do sonhado Gigante da Beira-Rio começava a sair do papel e se tornar realidade. Enquanto isso, dentro de campo, o Inter começava a abrir fronteiras.

    Apesar dos escassos recursos financeiros, direcionados em sua grande parte à construção do Beira-Rio, o Inter montou uma excelente equipe, contando com o talento de garotos como Bráulio, Dorinho e Pontes. Logo na primeira participação em competição nacional, no Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Inter fez grande campanha chegando até a fase final, na qual acabou ficando com o vice-campeonato perante ao Palmeiras de Ademir da Guia. No ano seguinte, o Colorado repetiu a dose e o título escapou por pouco, ficando atrás apenas do Santos de Pelé. O Colorado começava a ocupar seu espaço entre os maiores clubes do Brasil.

    Foram três décadas no lendário Estádio dos Eucaliptos, que apesar da mística e conservação, não comportava mais o tamanho do Clube. Em 6 de abril de 1969, o Inter finalmente inaugura o Gigante da Beira-Rio. Na partida de estreia, vitória por 2 a 1 sobre o Benfica de Eusébio, principal time europeu daquela década. Com apenas 18 anos, o ídolo Claudiomiro eternizou seu nome na história ao marcar o primeiro gol do Estádio.

    1970

    Foi na década de 1970 que o Internacional mostrou definitivamente quem era a maior força do sul do Brasil. O novo Estádio Beira-Rio correspondeu à expectativa da fanática torcida e foi palco para uma época dourada no Clube do Povo, que cravou sua bandeira no topo mais alto do futebol nacional. Foram três títulos brasileiros, um deles invicto – feito jamais igualado, assim como o octacampeonato gaúcho, conquistado entre 1969 e 1976. Uma década de craques como Falcão, Figueroa, Valdomiro, Carpegiani, Jair e muitos outros.

    Em 1975, com uma emocionante vitória sobre o Cruzeiro, no Beira-Rio, o Colorado colocou a primeira estrela de ouro no peito. O único gol da final foi marcado pelo ídolo Elias Figueroa, o famoso ‘Gol Iluminado’. Em cruzamento de Valdomiro, o chileno saltou para cabecear sob um solitário facho de luz no Gigante, efervescente em festa. O Inter era campeão brasileiro pela primeira vez na sua história! Este foi, também, o primeiro título nacional de uma equipe gaúcha.

    No ano seguinte, o desafio era permanecer no topo. O time manteve a base vitoriosa e deu sequência ao domínio nacional com um incrível aproveitamento de 84% – recorde ainda vigente no Brasileirão. Após grande campanha, a conquista do bicampeonato veio em cima do Corinthians. A vitória por 2 a 0 foi construída em duas cobranças de falta de Valdomiro. Na primeira, o artilheiro Dadá aproveitou o desvio na barreira e subiu de cabeça para abrir a conta. O segundo veio com o próprio camisa 7, em  arremate certeiro, que beijou o travessão antes de quicar dentro do gol. O Beira-Rio explodia em festa para o bicampeão – o Brasil era vermelho novamente!

    O Tri veio de maneira especial: sem conhecer o sabor da derrota. A equipe do técnico Ênio Andrade disputou 23 partidas na competição e não foi derrotada em nenhuma. Ao todo, foram 40 gols marcados e somente 13 sofridos, em uma trajetória espetacular jamais vista. A histórica campanha invicta foi repleta de grandes desafios, superando tradicionais equipes do futebol nacional, mas os adversários entravam em campo sabendo que seriam derrotados por Falcão e companhia. A final foi a síntese perfeita da campanha colorada: duas vitórias sobre o Vasco da Gama de Roberto Dinamite, no Maracanã e no Beira-Rio. No Rio de Janeiro, mesmo desfalcado, dois gols de Chico Spina selaram a vitória colorada por 2 a 0. Na volta, Jair e Falcão garantiram o placar de 2 a 1. O Gigante explodia de alegria e o Inter reinava absoluto no futebol brasileiro.

    1980

    Se a década anterior fora de louros e glórias, os anos 80 não tiveram o mesmo sabor. Apesar de montar equipes talentosas e conseguir bons desempenhos, o Inter acabou batendo na trave nas taças mais importantes, como na Copa Libertadores de 1980, Brasileiro de 1987 e Copa União de 1988, quando ficou com o vice. Mesmo assim, obteve conquistas destacáveis, como o Troféu Joam Gamper, obtido sobre o Barcelona de Maradona, a Copa Kirin no Japão e o Torneio de Glasgow. A década também marcou a revelação de jogadores que se tornaram grandes estrelas do futebol brasileiro, como o volante Dunga e o goleiro Taffarel, campeões do mundo em 1994, além de craques como Luís Carlos Winck, Aloísio e Pinga. O talentoso meia Rubén Paz, craque uruguaio, foi outro a marcar época no Clube.

    Gre-Nal do Século: a tarde de 12 de fevereiro de 1989 ficou eternizada na história do Clube do Povo. Neste dia, o Inter mais uma vez venceu seu eterno rival tricolor no Beira-Rio. Com apenas dez jogadores em campo, a equipe colorada terminou o primeiro tempo sendo derrotada por 1 a 0. Chamado de ‘Gre-Nal do Século’, o clássico valia uma vaga às finais do Campeonato Brasileiro e um lugar na Copa Libertadores da América. Na etapa final, o técnico Abel Braga mandou o time pra cima e o Colorado atropelou o Grêmio empurrado pela vibrante torcida vermelha, virando o placar com dois gols do centroavante Nilson: 2 a 1.

    1990

    Os anos 1990 representaram a resistência e a paixão do povo vermelho e branco. Apesar da equipe oscilante e da grande fase do rival, os colorados não arredaram pé e permaneceram unidos na luta por melhores dias. Na última década do século, o Inter teve sua história construída por um título nacional na Copa do Brasil, quatro títulos gaúchos (91, 92, 94 e 97) e uma inesquecível goleada em pleno Olímpico – o eterno 5 a 2 com show de Fabiano. O Clube do Povo reafirmou seu destino de glórias e encaminhou-se para o novo milênio com a audácia que é peculiar aos vencedores.

    A campanha campeã da Copa do Brasil, em 1992, foi emocionante. Depois de atropelar o Corinthians em pleno Pacaembu com uma goleada por 4 a 0 nas oitavas, o Inter enfrentou o Grêmio nas quartas-de-finais. O duelo foi equilibrado e, após dois empates, o Clube do Povo levou a vaga sobre o maior rival nos pênaltis. Na semifinal, novo atropelo sobre paulistas. O Colorado não tomou conhecimento do Palmeiras e venceu as duas do confronto – 2 a 0 no Parque Antártica e 2 a 1 no Gigante. A final foi emocionante do começo ao fim. O Inter saiu vencendo o Fluminense com um golaço de Caíco nas Laranjeiras, mas sofreu a virada. Em Porto Alegre, teria que reverter o placar de 2 a 1. O gol do título veio de forma dramática: em cobrança de pênalti de Célio Silva aos 43 minutos do segundo tempo!

    2000

    Uma década mágica! Assim podem ser definidos os anos 2000 para o Internacional. Se em anos anteriores o Clube do Povo dominou o Brasil, na primeira década do século XXI a América e o Mundo ficaram vermelhos. A antiga obsessão pela Copa Libertadores finalmente chegou ao fim. Pelas mãos do eterno ídolo Fernandão, em 2006, a tradicional taça foi levantada pela primeira vez, em um Beira-Rio incandescente. Mas o ápice da redenção colorada chegaria no final do ano: o Mundial de Clubes da FIFA! Era de uma inesquecível geração vencedora, que eternizou, além do capitão da camisa 9, nomes como o de Tinga, Índio, Sobis e tantos outros.

    Antes de pensar em vôos maiores, era necessário retomar a hegemonia regional. Entre 2002 e 2005, apoiado na força do Celeiro de Ases, o tetracampeonato gaúcho garantiu esse primeiro objetivo. Jovens promissores, como Nilmar, Rafael Sobis e Daniel Carvalho ganhavam sequência no time principal, dando retorno técnico e financeiro.

    No ano do tetra, ainda com Muricy Ramalho na casamata, o Colorado bateu na trave no Campeonato Brasileiro, ficando com o vice. A competição ficou marcada pelo escândalo da Máfia do Apito, esquema de manipulação de resultados que tirou o Colorado da liderança. Apesar dos pesares, o Inter forjava um time duro de ser batido e que faria história no ano seguinte.

    Finalmente era chegado o momento de Libertar a América e pintá-la de vermelho! O time treinado por Abel Braga buscou o inédito título com uma campanha quase invicta – foram oito vitórias, cinco empates e apenas uma derrota. Pelo caminho, times como o Nacional, do Uruguai, a LDU, do Equador, e o então campeão da América e do Mundo, São Paulo. Liderada por Fernandão, a equipe se impôs do começo ao fim do torneio, batendo o time paulista, na final, em pleno Morumbi, com dois gols históricos de Rafael Sobis. Na volta, o eterno capitão e Tinga, o motor do time, sacramentaram a antologia no Gigante. O Inter, finalmente, era dono da América!

    Quem pensava que a alegria estava completa, se precipitou: o melhor ainda estava por vir. Em dezembro, no Japão, o Clube do Povo alcançou a maior glória de sua história – e sobre ninguém mais ninguém menos do que o poderoso Barcelona. O time espanhol contava com uma constelação formada por estrelas como Ronaldinho Gaúcho, melhor jogador do mundo na época, Iniesta, Xavi, Deco, Puyol e outros. Eles não foram páreo para o time colorado, que teve uma atuação impecável. O antológico gol da vitória veio no final do segundo tempo, em jogada magistral de Iarley, assinada por Adriano Gabiru. O dia 17 de dezembro de 2006 ficará para sempre lembrado como o dia em que o planeta ficou vermelho.

    O Museu do Inter ficou pequeno para tantas taças conquistadas no período e precisou reformar sua estrutura. Além dos troféus da Libertadores e do Mundial de Clubes, o Colorado ainda conquistou o inédito título da Copa Sul-Americana, em 2008, ganhando, assim, o apelido de ‘Campeão de Tudo’. Na campanha, foram superados adversários como Boca Juniors, Grêmio, Universidad Católica, Chivas e, na final, o forte Estudiantes, do craque Verón, campão da Libertadores no ano seguinte. Ainda foram celebrados títulos como o da Recopa, em 2007, formando a Tríplice Coroa, e a Dubai Cup, no ano seguinte, sobre a poderosa Inter de Milão, de craques como Ibrahimovic, Crespo, Zanetti e Materazzi.

    2010

    Uma vez Campeão do Mundo, não há mais como retroceder. É necessário seguir adiante quebrando barreiras. Poucos anos após dominar o planeta, o Inter seguia sua senda de vitórias, cravando a bandeira colorada onde quer que fosse. Em 2010, veio o inesquecível bicampeonato da Copa Libertadores. No ano seguinte, o bi também da Recopa, e o ponto inicial da sequência de títulos que culminou no hexacampeonato gaúcho. Em meio a tudo isso, o Beira-Rio passava por uma grande reforma para melhor receber o público colorado e a Copa do Mundo de 2014.

    Já mais experiente, tanto dentro como fora de campo, o Clube do Povo formou, em 2010, uma equipe ‘matreira’, talhada para a Libertadores da América, reunindo talentos da base, jogadores consagrados dentro do Inter e outros expoentes sul-americanos. Durante a campanha, o time superou diferentes adversidades, como a fumaceira de Quilmes, contra o então atual campeão Estudiantes, os erros de arbitragem frente ao Banfield, a tradição e retranca do São Paulo, e a qualidade do Chivas, base da Seleção Mexicana na época. Ao fim de tudo, mais uma festa inesquecível dentro do Gigante junto da torcida colorada, uma das principais forças durante a conquista.

    Um grande processo de modernização, rodeado de muita expectativa por parte dos colorados. As obras do projeto denominado ‘Gigante Para Sempre’, em parceria com a Brio, começaram em março de 2012 e duraram cerca de dois anos. Neste período, a casa dos colorados foi adaptada às exigências e padrões internacionais de futebol estipulados pela FIFA, porém, mantendo a mesma estrutura e alma. A reinauguração foi marcada por uma festa histórica, que recebeu o nome de ‘Os Protagonistas’, além de um amistoso diante do Peñarol, que também participara do torneio de inauguração do Estádio, em 1969. Assim como fora com os Eucaliptos, em 1950, a casa dos colorados voltou a ser sede de uma Copa do Mundo. Craques internacionais como Messi, Toni Kross, Robben e Benzema brilharam no gramado do Gigante durante os cinco jogos disputados ali.